Carla de Miranda
Carla Miranda
Bem-vinde ao meu cantinho na internet

rebuscarla

Sobre meu job // O que faço da vida

Bora direto ao ponto? Sou psicóloga, sim. Mas também sou artista, militante, tradutora de brechas e aprendiz de Libras. Meu job é uma colcha de retalhos que fui costurando com a vida, e ela não cabe em uma definição única.

Na psicologia, atuo como psicoterapeuta desde 2020, com adultos, em modalidade online. Me oriento pela Psicologia Histórico-Cultural (com base no Materialismo Histórico Dialético e nas contribuições da Psicologia Soviética) — isso significa que não trato sofrimento como "problema de dentro", mas como expressão de uma vida que acontece em relação com o mundo, com outras pessoas, com trabalho, com cultura, com política.

Desde 2025, também ofereço supervisão clínica para colegas que querem pensar a prática a partir dessas mesmas referências. A supervisão, pra mim, não é um tribunal de erro e acerto. É um espaço de parceria: a gente olha junto os casos, as dúvidas, os atravessamentos, e vai tecendo caminhos. É um trabalho de formiga, mas formiga que canta.

Fora da clínica, tenho rodado pelos cantos da saúde coletiva e da gestão do cuidado — participei de treinamentos em atenção hospitalar, represento a Associação LGBT+ Cores da Resistência no Conselho Municipal de Saúde de Garanhuns-PE, e vivo aprendendo com as giras entre saúde, cultura, educação e movimentos sociais.

E o que mais? Sou artista do som, do movimento e da escrita — mas por ora não comercializo minha arte. Ela é meu lugar de respirar, de pirraçar, de traduzir o que as palavras da psicologia às vezes não alcançam. Falo inglês, leio e canto em espanhol, e tô estudando Libras com a vontade de ser intérprete em saúde e cultura um dia.

Tudo isso junto pode parecer bagunça, e é. Mas é uma bagunça organizada, com método, com afeto, com muita escuta e com a convicção de que a autonomia se constrói no encontro — não no manual.

Então, se você quer uma psicóloga que vai te ouvir com o corpo inteiro, que sabe que a sua história não cabe em um diagnóstico, e que topa caminhar junto na construção de outros jeitos de viver, bora conversar.

E se quiser só trocar uma ideia sobre a vida, sobre arte, sobre política, também. A casa é minha, mas o chá é de todo mundo.